Curricularização

Primeiramente, cada grupo (separadamente ou em conjunto) deve explorar a relação entre o propósito das escolas1 de criar as condições para que os alunos adquiram conhecimento poderoso, tanto em suas estruturas internas – como as divisões entre disciplinas – como externas – como as fronteiras entre as escolas e as “comunidades (profissionais e acadêmicas) produtoras de conhecimento”, e entre as escolas e o conhecimento cotidiano de comunidades locais (YOUNG, 2007, p. 1299).

A campanha de curricularização da extensão no IFSC que se inicia por iniciativa da Diretoria de Extensão (DIREX) pertencente à Pró-Reitoria de Extensão e Relações Externas (PROEX), é um processo que busca potencializar o envolvimento de todos os estudantes em atividades curriculares institucionais com servidores do IFSC e foco sempre na comunidade externa. Significa afirmar que em algum momento da vida acadêmica, o estudante precisa se envolver com atividades de extensão relacionadas aos componentes curriculares que o PPC do curso contempla.

Esse processo de curricularizar a extensão visa atender aos documentos nacionais que tratam das políticas para a Educação, a exemplo do Plano Nacional de Educação 2014-2024, da LDB 9.394/96, das Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino superior e ao Plano Nacional de Extensão, além de documentos norteadores das práticas pedagógicas do IFSC, como o Regulamento Didático Pedagógico (RDP). Incorporar nos currículos a lógica da extensão apresenta-se como demanda necessária de atualização da matriz curricular existente do curso, garantindo que 10% (dez por cento) da carga horária total corresponda às ações de extensão (PNE, Meta 12.7). Na prática, pode-se dizer que é um espaço de diálogo e de atuação para garantir ao estudante uma relação mais aberta entre os campos dos saberes e conhecimentos disciplinares com as questões mais amplas que norteiam a realidade social e coletiva.

Em geral, os teóricos do campo do Currículo consideram que o termo é polissêmico, complexo e diverso na atribuição de sentidos que pode receber. Todavia, é certo que ele deve estar associado sempre à cultura. Nesse sentido, Sacristán (1999, p. 61) afirma que:

O currículo é a ligação entre a cultura e a sociedade exterior à escola e à educação; entre o conhecimento e cultura herdados e a aprendizagem dos alunos; entre a teoria (ideias, suposições e aspirações) e a prática possível, dadas determinadas condições.

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